Superstições e afins

12 jun

Eu não sou uma pessoa muito ligada ao misterioso. Eu não tento enganar o Murphy descobrindo quais são os planos dele e depois falando que descobri os planos dele e depois ainda aplicando psicologia reversa. Eu não vou parar o carro e mudar imediatamente de rumo se eu me deparar com um neom cor de rosa piscando e tocando Viva la Vida, me dizendo que a direita é a melhor opção. Eu nem mesmo interpreto meus sonhos, as linhas da minha mão, minhas intuições, nem nada disso. Sou muito apegada a realidade e aos fatos concretos.

Então é com grande surpresa que me vejo discutindo simpatias com tanta gente. Dessas absurdas, que a vó da vizinha da sua amiga fez no tempo de mocinha e deu certo.

Como estamos nesse clima de but-i-can’t-help-but-falling-in-love-with-you do dia dos namorados. Irei dividir com vocês uma simpatia poderosíssima para se livrar de um amor não correspondido. Sigam os passos:

Entre no perfil do facebook do ANC olhe bem pra foto dele, mentalize tudo que ele está perdendo. Depois disso, repita três vezes: eu vou te esquecer tão rápido quanto a matéria de história do primeiro colegial. Agora atenção, este é o passo mais importante: aperte unfollow. Se ele tiver twitter, tumblr, msn, repita o procedimento. Bom que atrai poder.

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Dieta do fim do mundo

8 jun

Chega uma hora em que a pessoa sucumbe a pressão da sociedade pra ser linda, magra, poder e sedução. Como isso não é possível, ela se contenta em fazer uma dieta e se jogar em uns exercícios pra ver se pelo menos dá uma ajudada.

Pra perder peso e entrar em forma, você tem duas opções: ou o caro e fácil ou o de graça e difícil. Como além de acima do peso, também estamos pobres, optamos pelo de graça. Pra dar uma ajuda, criei um método-apocalíptico-de-perda-de-peso, o qual venho testando nos últimos tempos e agora venho dividir com vocês.

Qual a motivação? Você sabe que dezembro está chegando né? Você se sente preparado pra sobreviver a fugas constantes, escassez de alimento, invasões e possivelmente ataques de criaturas hostis?

Então tá na hora de levantar dessa cadeira e ir fazer umas flexões.

No que consiste esse método? Ele te prepara para a futura mudança na ordem vigente mundial, além de te ajudar a entrar naquele vestidinho pra festa do final de semana, atuando em duas frentes: alimentação e exercícios.

Considerando a hipótese de um fim do mundo decente, seu acesso a comida ficará seriamente comprometido. Vamos falar sério, se os serviços de delivery, drive through, fast food e sua mãe ficarem indisponíveis, existem grandes chances de você morrer de fome na primeira semana depois do dia D.

Para te dar maiores chances de sobrevivência, é melhor já começar a praticar. Sua dieta agora deve consistir de produtos encontrados normalmente na natureza: plantas e carnes. Como até o apocalipse de fato não estamos dispensados de trabalhar, não é necessário que você realmente plante e cace nada (mas se tiver com tempo sobrando no final de semana, já pode ir praticando o arco e flecha). Caso você considere pães indispensáveis na sua vida, vai plantar um pezinho de trigo, moer farinha e fazer a massa, se depois disso tudo, você não tiver mudado de ideia, fique a vontade.

Como exercício, você tem vários a sua escolha. Liste as habilidades mais prováveis de serem necessárias em uma situação de caos absoluto e vá trabalhando uma a uma: corrida, tiro ao alvo, escalada, luta livre. Como motivação, esqueça a trilha sonora do Flo rida ou do David Guetta, invista nas músicas de filmes de suspense e terror. Nada como correr no parque, a noite, ouvindo a música abaixo, pensando que uma horda de zumbis está pra te alcançar.

And I see your true colors

23 maio

Quando eu era mais nova, eu pensava que cada um via o mundo do seu próprio jeito, com as suas próprias cores, sem metáforas, literalmente, mas como havíamos todos aprendido os mesmos nomes e substantivos, achávamos que estávamos falando da mesma coisa. Como assim, você me pergunta. Muito simples, eu te respondo.

Veja o céu, por exemplo. Em um dia ensolarado, ali pelo meio-dia, ele é azul. Isso, ninguém discute. Por mais adjetivos que você coloque depois do azul (turquesa, piscina, cintilante, claro, bebê) vai continuar sendo azul. Mas pode ser que eu enxergue ele azul, você veja ele rosa, sua irmã entenda que aquilo é laranja. Só que todo mundo aprendeu que aquela cor, independente dos tons que ela tenha pra você, se chama azul. Mas quem garante que o meu azul e o seu, é o mesmo? Você nunca vai entrar na minha cabeça e ver as coisas pelos meus olhos pra poder comparar.Este era meu grande dilema infantil.

Mesmo achando que isto explicaria, e muito, o senso estético e fashion de algumas pessoas, já não me preocupo mais com isso. Mas essa diferença nos pontos de vista não deixa de ser um problema. Nem sempre o que eu vejo com certo, legal, interessante, é o mesmo que os outros. Algumas vezes, eu não acho que “os outros” nem mesmo vejam alguma coisa, mas essa é só minha opinião.